A Música e o Movimento Hippie: a Segunda Dentição do Rock – Tribos Urbanas (Parte 3/4)


Foto: Foros Web

O movimento da juventude nasceu na Califórnia, na América do Norte em 1966. Hip significa zombar e melancolia. Pacifista, pregava a filosofia do amor (filósofo significa amigo do saber). Jovens estudantes reuniram-se para expor ao ridículo a guerra do Vietnã – foi um ato de zombaria que revelou o desencantamento de uma juventude sem ideal.

O traje desse movimento era composto de calças jeans, pantalonas com boca de sino e, no lugar de camisas e blusas, ambos os sexos usavam batas indianas como apego às culturas distantes deste mundo massificado e corrompido pela guerra e pela sociedade de consumo. A estética hippie é também conhecida pela flor e amor.

A característica básica dessa moda foi o uso da cor. Introduziu o estilo unissex e o gosto pelo colorido estava associado à cultura psicodélica. As roupas eram, em geral estampadas, faziam alusão aos símbolos do movimento “paz e amor”, além de flores e motivos orientais.

Moços e moças usavam cabelos longos repartidos ao meio com ar angelical. Os sapatos e bolsas portavam um aspecto artesanal, próprio de culturas não industrializadas. Houve uma grande valorização dos adornos de origem folclórica.

Na música os anos 60 viveram o que se chamou de segunda dentição do rock. Nascido nos anos 50, revolucionou o mundo por meio dos fulgurantes cometas de Bill Haley, da guitarra dançante de Chuck Berry, do eletrizante piano de Jerry Lee Lewis, da sensualidade rebolante de Elvis e dos gritos de Little Richard.

Não foi um retorno homogêneo. Alguns artistas defendiam um resgate da música country como raiz da identidade nacional – até mesmo a chamada música psicodélica evoca essa identidade.

Em 2004, Bob Dylan foi escolhido pela revista Rolling Stone, como o 2º melhor artista de todos os tempos, ficando atrás somente dos Beatles. Uma de suas principais canções, Like a Rolling Stone, foi escolhida como a melhor de todos os tempos.

Bob Dylan lançou seu álbum de estreia em 62, pouco antes da explosão do movimento hippie. Surgiu num momento em que interessava aos jovens recuperar as raízes da cultura popular norte-americana, marcada pela tradição de crítica política, tão frequente na música country daquele país. O gênero caipira ganhou uma nova roupagem, que contava com a presença de elementos do rock. Nascia o folk, e Dylan, ao lado de Joan Baez, passavam a ser os porta-vozes da geração de jovens politizados da nova esquerda com a música de protesto americana.

Imagem via blog Itubaina Radio Retro

No mesmo ano de 1962, a cultura jovem viu nascer um novo fenômeno: The Beatles, quatro garotos de Liverpool, cidade operária inglesa. O grupo contagiou o mundo apresentando uma música alegre, dançante e politicamente descomprometida. Seu objetivo era ganhar o mercado fonográfico realizando shows pelo mundo e vendendo muitos discos. Os Beatles foram considerados  o maior produto daquela cultura de massa e da sociedade de consumo da época. John Lennon, seu principal componente, afirmava em 1966 que eram mais populares que Jesus Cristo.  Eles foram, inclusive, condecorados pela rainha inglesa.

Cansados da sociedade de consumo e da sua superficialidade, em 67 os Beatles abraçaram as manifestações religiosas do oriente como a meditação transcendental, moda da época. É deste momento histórico o álbum SGT Pepper’s, um marco por seus experimentalismos eletrônicos e efeitos lisérgicos. Do mesmo ano, e seguindo o mesmo tom, é o filme Magical Mystery Tour. Os bons garotos de Liverpool abandonam o dandismo dos terninhos pretos e cabelos aparados, adotam a tresloucada imagem dos hippies, vindo a encarnar tudo o que a modernidade projetou na figura do artista. Foram, ao mesmo tempo entertainers e artistas sérios, diluidores e vanguardistas, artigos de consumo e antena da raça.

The Beatles – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band

[http://www.youtube.com/watch?v=O5gaIXI2Mn4]

Pouco depois, a Inglaterra brinda o mundo com uma banda agressiva, provocadora, que nada tinha da aura dos bons moços: os Rolling Stones. A fúria jovem parecia ter encontrado, enfim, uma música capaz de traduzi-la. Se os anjos faziam um som mais ligado ao rock, ao universo da música branca, os demônios partiam dos elementos da música negra, como o blues. Se de um lado assistia-se ao equilíbrio e ao comedimento, de outro se presenciava o destempero e a explosão. O primeiro disco da banda parecia brotar do inferno em 1964. Julgados e condenados por uso de drogas, o conjunto era constante fonte de escândalos.

Nesta fase nasce a terceira dentição do rock, conhecida como rock progressivo resultado do acréscimo do som psicodélico. Os anos 60, além de terem sido o berço das revoluções musicais inauguradas por Dylan, Beatles e Stones, celebrizaram uma nova forma de show. Os grandes festivais como palco deste novo som e de execução do trinômio da década: muito sexo, drogas e rock and roll.

O primeiro, em 1967, foi o Monterey Pop Festival, onde se apresentaram Janis Joplin, Jimi Hendrix e a banda The Doors. Em 69 foi a vez do histórico Woodstock, símbolo maior dos festivais e emblema da época numa fazenda próxima de Nova Iorque com aproximadamente 500 mil espectadores apresentando Santana, The Who, Joe Cocker e Hendrix, que deixou para a história o solo de guitarra. Durante a execução do hino nacional americano, ouvia-se efeitos de bombas caindo em referência crítica aos jovens que morriam na Guerra do Vietnã.


Janis Joplin. Foto: Discotoca

No mesmo ano os Rolling Stones organizaram o festival de Altamont Festival com a participação de Santana e Grateful Dead. A segurança do show foi entregue aos violentos e beberrões motoqueiros da guangue Hell’s Angels. O saldo final foi de quatro mortos. Agora o clima era de violência. Lennon declara em 1970 para a revista Rollig Stone: The Dream is Over – o sonho acabou.

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A História do Jeans – A essência do denim (Parte 4/4)

O jeans pode ser absolutamente tudo. Mais assexuado, impossível. No entanto, apesar de ser unissex, também é bastante sensual quando fica colado ao corpo. Usando um jeans, a mulher pode mostra muito mais o corpo do que quando se usa um vestido ou minissaia. O jeans tem a capacidade de manifestar o erotismo das formas em ambos os sexos.

O jeans tem a magia de ser ultrafuncional, mas também pode se transformar numa verdadeira prisão se for apertado demais. Já foi objeto de todos os exageros e chegou até a ser vulgar por conta de tacheamentos, recortes e bordados.

Embora sendo o oposto do chique, o jeans já chegou a ter grifes e não apenas marcas. Levi’s e Lee Cooper são marcas, mas um jeans Ralph Lauren, Hermés e Saint Laurent, Diesel, D&G, passa a ter uma grife e se torna um objeto de consumo mais decorativo e funcional.

Mas o que poderá substituir o jeans depois que ele passar? A partir do momento em que ele se torna um “código do chique”, o funcional perde sua autenticidade e se degenera de alguma forma.

A progressão já se interrompeu e as empresas do “jeans serve para tudo” estão indo à falência. Entretanto, o jeans sempre volta às suas origens, à sua forma original criado por Levi em 1853, sem mudar absolutamente nada. É por isso que é possível afirmar que o jeans está vivo e mantêm sua autenticidade.

A autenticidade vinculada à perenidade e a garantia de um artigo básico, é bem mostrada no novo espírito empresarial de Girbaud (1980).

“Nossos jeans já não nascem do desenho da moda, e sim dos projetos. Isto deixa claro o trabalho que consiste em elaborar um projeto, com uma equipe técnica de criação. Essa roupa não pertence mais à indústria ‘leve’ e efêmera; já está mais próxima dos projetos da indústria ‘pesada’.”

No extremo oposto temos o jeans pós-moderno, que permanece passível das metamorfoses mais inesperadas do mundo da moda por ser neutro e autêntico. Uma prova disso foi a exposição realizada em 1974 no Museu de Artes Contemporâneas de Nova York sobre as criações dos laureados do concurso Levi’s sobre o tema “Metamorfoses no jeans”.

O museu foi transformado numa caverna sob um bombardeio de música pop e mostrou uma visão delirante dos jeans enfeitados, ofuscantes, recobertos de bordados, de pinturas de tachas etc. Só quem viu esses jeans “afogados” em seus ornamentos pode entender que eles são a própria expressão da autenticidade. É neutralizado enquanto roupa a fim de ganhar autonomia enquanto tecido.

Relatando a exposição, Claudine Eisykman expôs muito bem a realidade pós­moderna dos novos jeans.

“O jeans enfeitado deixou de ter relação com a lei do mostruário, pois já não manifesta a especificidade e os desvios que transmitem informações a serem decodificadas; ele inverte a circulação do vestuário. Em vez de conduzir ao código do vestuário, fixa em si mesmo as excitações do social; portanto, não há perda, como na relação tradicional da roupa com esse código. Há pelo contrário, um acréscimo, um excesso; mais do que nunca, o social vem se incorporar diretamente ao jeans. O jeans bem definido sempre deixa transparecer sua função original. Assim, torna-se independente tanto da roupa como da arte, e funciona como perda de sentido”.

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História do Jeans – Evolução de Fits e Lavagens (Parte 3/4)

A imagem pioneira do jeans ainda permanece, principalmente em relação à resistência, ao Oeste Americano, à aventura e individualidade.

Inicialmente a modelagem era confortavelmente adaptada para homens que passavam o dia inteiro sobre as celas, já que o jeans foi escolhido pelos “cowboys”. Detalhes como fivelas de cobre que reforçavam os bolsos (patenteados em 1873 por Levi) e os retalhos de couro nas costas (introduzidos em 1886), tornaram-se legendários.

O índigo, planta exótica que dava cor ao azul intenso, possuía as seguintes denominações, dependendo da origem: “tela Genova” ou “toile de vimes”, que deram nome ao jeans e brim (denim).

Curiosamente era um tecido que ganhava uma aparência melhor depois de muito usado.

Segundo a história, as primeiras versões de jeans washed foram criadas pelos japoneses, seguidos pelos franceses e italianos.

O primeiro método utilizado foi com a colocação de pedras pomes, bastante abrasiva.

O stone washed ‚ feito quimicamente surgiu em 1980 e seguiu evoluindo com a aplicação de novos processos.

1984 – Primeiro long stone used look (aparência de usado); o golden rifle possuía efeitos mais fortes, que foi uma reação em cadeia de rifle. Com uma lavagem mais exasperada e rebatizada, tivemos o “acid wash”, o “snows forme”, o “moon”, o “fog”, o “marble” (mármore) e o “laser”.

1985 – O ácido explode como uma fórmula muito simples. Pedras saturadas como cloro, servem também para testar a resistência do tecido.

1987 – O “stone washed” transforma-se em “stone bleached” (descoloração química).

1987 – A Levi’s desenvolve o “galatic”, o brim puntiforme ponteado em branco com o método “sand blast” (areia jateada), que consistia em pequenos cristais jateados por um revolver de spray.

Com a perspectiva de uma recessão e com o uso constante do ácido, houve um retorno do velho estilo total blue (azul total).

1988 – Decola o black jeans.

1989 – Os azuis voltam às vitrines no inverno

A evolução da aplicação de aviamentos nos jeans:

A etiqueta foi criada para evitar que o jeans se tornasse uma peça completamente anônima e/ou indiferente.

Para marcar a modelagem, a imagem do cowboy era fixada no produto. Atualmente o emblema de couro permanece para identificar a marca da peça como forma clássica para atingir o consumidor.

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História do Jeans – A Evolução no Mercado (Parte 2/4)

É bem fácil analisar o histórico do jeans no mercado década por década.

1880 – A Fábrica da pioneira Levi’s estava montada na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, onde nasceu o famoso 501.

1890 – O jeans, que antes era fabricado na cor marrom, começa a ser feito na cor azul.

1910 – Surgem os bolsos traseiros.

1920 – O jeans começa a ficar popular nos Estados Unidos. Os milionários da Costa Oeste imitavam os cowboys da Costa Leste por conta do estilo despojado e moderno feito com calças de índigo e camisas de flanela xadrez. Quando retornavam à cidade, causavam impacto e popularidade entre os amigos – que também queriam o “look vaqueiro”.

1940 – O zíper para abertura modernizou as calças jeans em 1947. No entanto, a Blue Bell, empresa que fabricava o jeans Wrangler, já o usava antes da descoberta da Levi’s.

1950 – Começa a massificação da moda jeans. Jaquetas, calças, macacões, saias e outras peças lançam moda por todo o mundo, principalmente por causa das telas do cinema e dos palcos de musica.

1960 – Aparecem os primeiros jeans com lavagem. A moda pegou rapidamente, já que era uma variante para a explosão do índigo no mundo. Novos materiais começam a se mesclar com o jeans como o elastano, por exemplo, que deu mais conforto para o uso. O movimento Hippie no Festival Woodstock também teve muita associação a essa descoberta, pois causava uma prazerosa sensação de conforto e protagonizou o maior festival de música da década.

1970 – Formas mais ousadas aparecem na modelagem das calças jeans. A sensualidade estava aflorada e provocava esse impulso de mudança nas charmosas calças. Largas, estreitas, curtas, amplas, com ou sem bolsos, azuis ou pretas, lavadas e destonadas, as calças estiveram nas paradas de sucesso nas ruas, em casa e no trabalho.

1980 – A tecnologia entra com mais força no mercado do jeans. Calças com um toque mais macio, por conta do stone washed (lavagem com pedras), eram usadas para dar mais efeito às peças. Os Yuppies vestiam com terno e gravata para dar mais força ao estilo próprio. Cada vez mais marcas de jeanswear surgiam no mundo.

No inicio o jeans tinha uma linguagem anti-social, já que as gangues de motociclistas aterrorizavam as cidades pequenas da Califórnia, no final da década de 40, e depois com a chegada dos “cowboys” do século 20, tendo assim uma mensagem de rebeldia a violência.

Em todas as décadas, o jeans cobriu todos os níveis do mercado, representando coisas diversas para consumidores diferentes.

No inicio da década de 50, a popularidade do jeans como uniforme do jovem foi tomando conta da América e com filmes como “The Wild One”, com Marlon Brando, “On The Water Front”, e “Rebel Without a Cause” com James Dean em 1955. Isso só ressaltava o processo nos Estados Unidos e os exportava a moda para a Europa. Hollywood, na década de 30, convenceu os europeus que a América era a casa do romance e da aventura. Foi aí que o jeans ganhou uma nova imagem, totalmente sexy.

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A História do Jeans – A trajetória inicial (Parte 1/4)

O jeanswear é uma linguagem de moda universal que ultrapassa o fenômeno das tribos urbanas.

Um dos trajes mais inovadores da história contemporânea, a calca jeans Five Pockets, surgiu em 1853 quando Levi Strauss teve a ideia de criar uma calça para os trabalhadores das minas e cowboys norte-americanos que procuravam ouro durante a corrida para o oeste.

Levi fez uma experiência e confeccionou algumas peças reforçadas com a lona que possuía. Assim que disponibilizou aos mineradores, o sucesso foi imediato. Por conta da alta resistência, as peças não se estragavam com facilidade e proporcionavam uma durabilidade muito maior.

No entanto, Levi precisou procurar um tecido de igual resistência, porém mais confortável. O tecido de algodão vinha da região de Nîmes, na França e era usado pelos marinheiros genoveses. Daí veio o nome denim, ou seja “de Nîmes”. A cor azul que conhecemos apareceu só depois, quando Levi tingiu as peças com o corante da planta chamada Indigus.

Era uma roupa resistente que tomava a forma do próprio corpo: o jeans, que levou a denominação após um tempo de “anti-fit”, tinha a modelagem fora do padrão certo das medidas do corpo, algo que se moldava ao quadril, cintura e pernas.

Cada vez mais trabalhadores aderiam ao jeans para as tarefas árduas e de exigência física. No entanto, a calça só começou a ser utilizada no dia-a-dia no século XX.

Foi em 1872 que Jacob Davis,fabricante de capas para eqüinos, escreveu uma carta para Levi, dizendo que o peso das pepitas de ouro fazia os bolsos das calças dos mineradores caírem. A solução foi unir os bolsos às calças com o mesmo rebite de metal que era usado nas correias dos cavalos. Essa ideia foi de Jacob, mas Levi pagou a patente. Foi aí que os dois se uniram na produção das calças denim.

Com seus irmãos e cunhados, Levi fundou a Levi Strauss & Co. Em menos de seis anos a fábrica cresceu, lançou uma linha feminina e modificou a modelagem para evitar cópias. O nome qualificou o produto internacionalmente pelo fato de ter 5 bolsos (Five Pockets) e pela utilização de um número após seu nome, o “501”.

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Criações de Vera Wang brilham em casamento de celebridades


Chelsea Clinton casou com um modelo de Vera Wang. Foto: Noiva em Brasília

Duas celebridades norte-americanas celebraram seus casamentos em julho, Chelsea Clinton e Alicia Keys. No entanto as duas tiveram que dividir os flashes com a criadora dos vestidos, a estilista Vera Wang.

A designer era a mesma, mas os vestidos eram completamente diferentes. Para a cerimônia da Chelsea, filha do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, o modelo usado foi um tomara que caia bastante clássico com um véu longo e uma saia volumosa.

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Sonhos de Uma Noite de Verão com Tom Cruise

Mais que o um filme de aventura, o longa Encontro Explosivo, aborda temas como o casamento e o desejo de “viver feliz para sempre”.

Tom Cruise está fora de moda, porque segundo Lipovetsky, só o novo é moda. Esse senhor não é mais novo e nem nova é a solução que seu último filme apresenta, mas isso não importa, porque na moda, o que conta mesmo é o que vende.

E Tom Cruise vende bem o sonho das balzaquianas que apesar de não serem iguais às personagens de Sex and the City, também sonham em encontrar um herói à altura dos seus desejos de aventura: um romance nos Alpes, um esconderijo numa ilha paradisíaca, um beijo caliente em Sevilha…. Um olhar esverdeado para uso próprio e uma barriga tanquinho de uso exclusivo.

Agora, fala sério! Qual a solteira valente e trabalhadora não quer um tipo desses? Se eu fosse uma Cameron Diaz e tivesse que restaurar carro velho para ganhar a vida, também roubaria para mim aquele cinquentão em bom estado de conservação.

Esse é um olhar feminino, mas o filme também agrada aos rapazes: os carros são bárbaros!

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Vestido de Noiva – Estações da CPTM recebem exposição de moda organizada pela Escola de Moda Sigbol Fashion

Estações da CPTM recebem exposição de moda organizada pela Escola de Moda Sigbol Fashion

De 13 de julho a 12 de agosto a Estação de trem Comendador Ermelino será a primeira a receber os 47 trajes em miniatura de vestidos criados por alunos que participaram do IX Concurso Tesoura de Ouro, promovido pela escola.

A exposição “Vestido de Noiva” apresenta 47 miniaturas de vestidos criados por estudantes dos cursos de costura, figurino e estilo, desenho e produção de moda que participaram do IX Concurso Tesoura de Ouro, promovido anualmente pela Escola de Moda Sigbol Fashion.

Itinerante, “Vestido de Noiva” já esteve nos Shoppings Light, Raposo e West Plaza, e no dia 13 de julho chega às estações da CPTM. A primeira a receber a exposição será a Estação Comendador Ermelino, seguida pelas estações Dom Bosco, José Bonifácio, Brás, Julio Prestes, Autódromo e Primavera Interlagos que encerra a exposição em fevereiro de 2011.

Dos 70 trabalhos apresentados, foram escolhidos pelos professores da escola os que mais se destacaram, de acordo com três critérios — Reprodução (fidelidade ao original escolhido, materia l utilizado e pesquisa); Modelagem (melhor interpretação de figurino) e Acabamento (costura, aplicação de aviamentos e acessórios).

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Amor e matrimônio – A História dos Vestidos de Noiva – Idade Média/Parte 3


O casamento do casal Arnolfini

Durante a Idade Média, a cristianização do ocidente trouxe novos costumes matrimonias. A coroação de Carlos Magno, no ano 800 d.C tornou o casamento um sacramento religioso, com forte carga social e simbólica, carga esta, que em grande parte perdura até os nossos dias.

Neste momento, a união dos cônjuges passou a se dar através de uma cerimônia religiosa que sacramentava a união de duas famílias e de seus patrimônios. O casamento então, teve como função garantir as fronteira  dos novos reinos e reconstruir os territórios nacionais destruídos pela longa invasão bárbara à qual a Europa estivera submetida desde a queda do Império Romano, e também pelo abandono deste território devido as cruzadas .

O vestido de noiva surgiu neste período com a função específica de apresentar para a comunidade as posses da família da moça. Sua simbologia era a do  poder e sua  função era social.

A noiva era apresentada com um vestido vermelho, ricamente bordado e sobre a cabeça um véu branco  bordado com fios dourados. O vermelho representava a capacidade da noiva de gerar sangue novo e continuar a estirpe. O véu branco falava da sua castidade.

  

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TV Comunidade Moda -SPFW Verão 2011 – Entrevista com Queila Ferraz

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